Estudo aponta grave desigualdade racial, étnica e de gênero em Manaus

O Projeto Amazônia Legal Urbana vai apresentar na semana que vem um novo estudo, que aponta a grave desigualdade social na cidade de Manaus. Os dados mostram que, na capital do Estado do Amazonas, os efeitos das mudanças climáticas (como por exemplo as grandes enchentes e suas consequência) atingem de forma diferente os diversos grupos sociais, de acordo principalmente com a raça, a etnia e o gênero dos habitantes.

As populações indígena e negra de Manaus são as que apresentam a menor acesso adequado à água, com rede geral com canalização, e os piores indicadores estão entre as mulheres. Na cidade, 72,16% da população se autodeclara negra e 0,24%, indígena, sendo que 43,39% não têm nenhuma renda; 22,01% vivem com renda domiciliar de até 1 salário mínimo; e 24,73% vivem com renda domiciliar entre 1 e 3 salários mínimos.
O estudo revela que Manaus – hoje o município com o terceiro mais baixo índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país, de 0,74 – está distante de assegurar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Mapa 02).

Todos os dados do estudo serão apresentados no dia 28, a partir das 10h, no seminário Análises Socioespaciais sobre Mudanças Climáticas na Amazônia Legal Urbana: Manaus, que vai reunir a equipe de pesquisa do projeto, além de representantes de organizações sociais do município, entre elas Francimar Santos Junior (Francy Junior), historiadora e articuladora do Movimento de Mulheres Negras da Floresta – Dandara. O evento será transmitido on-line pelo canal do iCS no Youtube.

[Fonte: O Globo]